21 de dezembro de 2009

Não é só pelo seu cheiro que me faz entontecer. Nem só pelo toque que me faz derreter. Nem mesmo pelos beijos que disseminam a minha razão. Ou pelo gosto que faz acelerar o meu coração. Mas é sim por esse amor que me cura. Por toda a loucura que me provoca. Pela mão que me segura. E pelo abraço que me acalma. Por todo desalinho que me causa. E pela alegria que me enfeita. Por cada sorriso que me incita. E por essa felicidade que é assim tão minha. Pelo perigo que me atrai. Pela sorte que me dá. Pela proteção que me envolve. Pela paciência que resolve. Pela força desse verbo que é inesgotável. E por tudo mais que esse sentimento tem de inexplicável. E te digo, meu bem, que todo o tempo ainda que muito é muito pouco quando se trata de nós dois.

6 de dezembro de 2009

Sem dúvidas o melhor foi acordar ao seu lado, não estou (nem sou tão louca a esse ponto) desmerecendo o antes, o começo, mas é perfeito acordar assim, olhando você, vendo essa boca, esse nariz, seu queixo, seus cabelos desgrenhados...Olhar você é me ver também, ver sua calma, sua tranquilidade, seu ar de bom sono, faz com que eu fique quietinha, mau respiro, não quero que você acorde, quero continuar fascinada com o que vejo, quero cantar pra você, carregar você nos braços do sono e te dar um beijo de bom dia.

3 de dezembro de 2009

Se tu cortasse minha barriga agora, sairiam passarinhos levando cartas de amor pra quem quisesse ler. Porque o amor tem que ser assim, grande e livre e pra todo mundo. Aí eu vestiria a tua pele, esta que me cai tão bem, e dançaria o carnaval até me acabar em poça d'água, e então viraria vapor, pra virar nuvem, pra virar chuva. Então na tempestade eu pegaria na tua mão pra voar e caçar redemoinhos, desses que ressoam no corpo como esta vertigem que nasceu no estômago depois que eu te vi.

29 de novembro de 2009

"Aperte os punhos, meu bem.
Aposto que irá se zangar ao perceber que não me fez bem.
Mas agora chore. Primeiro eu quero que você se estoure!
Sinta-se perdido em suas idéias fracas. Argumentos banais para um homem passivo demais. Porque a verdade é que eu odeio isso em você. É, eu odeio essa sua cara de assustado quando eu digo algo sobre a mim. Sabe aquela expressão intensa que escancaro em meus lábios ao sentir-me contente demais? Mas não por você. Nunca é por você. E sabe aquele dia em que eu disse que iria morrer de saudade se você não batesse em minha porta? Pois é, eu estava mentindo. Sabia desde o começo como seria a nossa despedida. Você aí parado cavando um buraco em seu peito e eu vestida de preto. Sim, de luto. Mas não por você, é claro. Eu é que morri. Aquela menina que você abraçava só com os dedos do pé enterrou-se no quintal, afogou-se na piscina, atirou-se da janela e voou. Porque meu bem, renascer é como aprender a voar. E você não sabe, mas eu sei a leveza que isso dá.
Mas agora que já arranquei de mim o vestido preto e deixei-me nua em frente ao teu desespero, peço que feche a porta e leve consigo apenas o meu silêncio."

27 de novembro de 2009

Tenho rasgado, picotado, feito em pedaços todo amor amargo que ja tive entre meus braços e principalmente entre as pernas, não quero saber de dor, passado e escolhas tortas, cansei de cuspir pro vento todos os gritos que explodiam e ecoavam na minha cabeça, eu so cansei, é isso.
A fogueira esta no seu pico laranja, arde, queima e sente fome, então eu me jogo sem olhar para trás, muito de mim queima e morre, vira cinza, puro pó, o que resta revive, nasce e fica tudo novo, sou assim, tenho uma facilidade gigantesca de renascer, as vezes custo a acreditar e a sentir a morte das situações, dos relacionamentos e das pessoas, mas quando acontece é de verdade e é sem volta.



Amém

21 de novembro de 2009

Me tire desse mundo, por favor!
Quero viver meus sonhos, eu quero acreditar nas pessoas, quero acordar com animo, e ser amiga do tempo, esse até então meu pior inimigo.
Me deixe viver, realmente viver!
Eu te imploro, porque pedir talvez não adiante.
Me deixe se orgulhar de algo que proporcionei a mim mesma, tenho certeza que não será um ato de egoísmo, e sim um tum no coração de alegria, e não um batimento forte de alguém que
está quase tendo um enfarto.

14 de novembro de 2009

Planos para o futuro,
Conversas cabalísticas,
Copos quebrados,
E o eterno medo de saber quem eu sou...