10 de agosto de 2011

“Levanta dessa cama garota. Anda! Sei que tá doendo, mas levanta. Coloca uma roupa. Passa a maquiagem. Arruma esse cabelo. Ajeita a armadura. Segura o coração. Sai por aquela porta. Enfrenta o vento. Sorri pro Sol. Segura o coração. Olha pra ele. Passa reto. Não caia. Não caia. Engole o choro. Fingi de morta quando ele falar com você. Seja fria. Continue andando. Enfrente seus problemas de cara. Reaja. Vai. Tá pensando que é só você que sofre? Tá enganada. Anda menina. Para de ser infantil. A culpa não é de ninguém….Se apaixonou agora segura. Anda. Seja forte. Seja feliz. Seja uma mulher.”


- Caio Fernando Abreu.

9 de maio de 2011

“Confesso que ando muito cansado, sabe? Mas um cansaço diferente… um cansaço de não querer mais reclamar, de não querer pedir, de não fazer nada, de deixar as coisas acontecerem. Confesso que às vezes me dão umas crises de choro que parecem não parar, um medo e ao mesmo tempo uma certeza de tudo que quero ser, que quero fazer. Confesso que você estava em todos esses meus planos, mas eu sinto que as coisas vão escorrendo entre meus dedos, se derramando, não me pertecendo.Estou realmente cansado.Cansado e cansado de ser mar agitado, de ser tempestade… quero ser mar calmo. Preciso de segurança, de amor, de compreensão, de atenção, de alguém que sente comigo e fale: “Calma, eu estou com você e vou te proteger! Nós vamos ser fortes juntos, juntos, juntos.” Confesso que preciso de sorrisos, abraços, chocolates, bons filmes, paciência e coisas desse tipo. Confesso, confesso, confesso. Confesso que agora só espero você.”

“Hora de deixar ir. Alguém precisa mais do que você. Se livrar. Deixar pra trás. Algumas coisas não servem mais. Você sabe. Chega.”


Caio, sempre falando por mim.

2 de maio de 2011

- Mas, tu quer se casar?
- Um dia...Eu nunca tive uma vida normal. E eu nunca achei que estava perdendo algo, mas agora é minha vez de ter um pouco de normalidade.
- Você pode mudar de ideia.
- Você pode mudar a sua?
- Não
- Nem eu. Eu preciso estar com alguém que queira o mesmo que eu.
- Mas eu não quero que acabe.
- Nem eu.
Depois de tantas pessoas certas que apareceram na hora errada veio ele, a pessoa errada na hora certa.

26 de abril de 2011

Então eu me dei conta da minha fragilidade idiota, que acompanhava a minha teimosia sem igual e que sempre me deixava arrasada depois de descobrir - como sempre - que de nada adiantava o meu esforço. Mas é claro, eu devia saber que era perigoso me aproximar, que correria o risco de cair e me quebrar inteira, porque eu me entregaria e me perderia no escuro, aos passos largos e sozinha, e depois não acharia o caminho de volta, ou quem sabe, não quisesse achá-lo. Eu sabia que usaria todos os meus recursos e daria até a ultima gota do meu sangue para saciar a tua sede infinita, e que mesmo assim, não te bastaria.
E eu não te basto, moço, porque nem ao menos você se basta inteiro, porque vive a procura de algo perfeito que não existe, se esquece das coisas pequeninas e simples que a vida tem mostrado e afasta - sem perceber - todas as possibilidades de paz que te cabem. Eu não te julgo, afinal eu também já estive com os olhos vendados e o coração endurecido. Me escondia atrás de sorrisos fingidos e pessoas vazias. Ninguém percebia que era uma mascara colorida que usava e que no final da noite eu me restava ferida, esmagada pela minha solidão, e abraçava o travesseiro abafando o choro contido na garganta e dormia, para na manhã seguinte me revestir de todo a armadura outra vez. Te imagino assim, com um pouco menos de drama e um pouco mais de raiva. Raiva de si mesmo por não conseguir ser o que sempre quis. Te conto em segredo moço, que assim nada vai alcançar de muito grande. Ao não ser afastar as pessoas que te gostam de verdade, por acharem que você não as quer mais, enquanto é totalmente o contrário. Eu sei, te machuca o fardo que carrega, mas também me machuca a sua inconstância constante, porque eu também luto contra esse sentimento de inferioridade que não me deixa nunca acreditar que sou o suficiente. Eu tento, e tentaria sempre me mostrar mais forte, somente para proteger aquela coisa boa que eu sei que tem por dentro, mas que o mundo mau e as injustiças da vida tentam arrancar á força, mas eu me recuso a viver na ponta do elástico. Ora me aproxima pra aconchegar o desaconchego, ora me arremessa como quem já não quer o que antes quis. Eu, que quis tanto cuidar de você, poder te acalmar quando se agitar e te mostrar o pouquinho de paz que eu aprendi a ter. Você que me abraça forte quando quer ,mas nunca sabe quando eu quero. Você que vira as costas e depois pega a minha mão. Tudo bem, eu entendo a sua necessidade de estar só e se reencontrar. Eu só peço que cuide para não deixar que entrem dentro de você e roubem o que há de mais precioso. E que fique claro que não é por estar dessa forma, tão esquivo, que o desejo tanto. Desejo-o porque me faz brilhar os olhos. Moço, tomara que não demore muito a perceber isso. Antes que seja tarde - e sempre é -.

1 de abril de 2011

“Ficar bem nem sempre deixa outras opções. É estranho quando as coisas simplesmente têm de terminar. É o estágio onde todos os sentimentos já evoluíram para um nada. É o nada que você optou para parar de sentir dor. No início você briga, chora, faz drama mexicano. Então percebe que é cansativo demais manter esse jeito de levar as coisas. Acostuma-se. Não que pare de doer [porque não pára], mas que cai no seu entendimento que às vezes perdemos algo e não há solução. No fim você coloca um sorriso no rosto e finge que é sincero, até que a vida o faça realmente ser. Talvez os amores eternos sejam amenos e os intensos, passageiros. É isso.”

30 de março de 2011

“E nessa de cuidar, vou cuidar de mim. De mim, do meu coração e dessa minha mania de amar demais, de querer demais, de esperar demais. Dessa minha mania tão boba de amar errado.”


Caio Fernando Abreu.