16 de outubro de 2010

Vou aumentar a minha dose diária pra ficar calada, fechada. Do jeito que tu quer. Do jeito que tu precisa.

11 de outubro de 2010

Tem gente que pode. Eu não posso.

8 de outubro de 2010

Não estou fazendo drama, nem charme, nem estou implorando nada, porque se eu aprendi alguma coisa desde minhas ultimas lágrimas, é que eu sobrevivo e supero, sempre que eu quiser. Mas seria realmente legal se fosse recíproco, se houvesse pelo menos um fio de esperança. Não vou dar nomes pra isso que ando sentindo, porque não é amor, não é só vontade, é algo que eu não sei explicar, ainda.

2 de outubro de 2010

Eu sei que não gosta. Mas, tu é o causador dessas borboletas no meu estomago.

24 de setembro de 2010

"Uma mulher não perdoa uma única coisa no homem: que ele não ame com coragem. Pode ter os maiores defeitos, atrasar-se para os compromissos, jogar no sábado com os amigos, soltar gargalhada de hiena, pentear-se com franjinha, usar palito de dente, trocar os talheres de um momento para o outro. Qualquer coisa é admitida, menos que não ame com coragem.
Amar com coragem não é viver com coragem. É bem mais do que estar aí. Amar com coragem não é questão de estilo, de gosto, de opinião. Não se adquire com a família, surge de uma decisão solitária. Amar com coragem é caráter. Vem de uma obstinação que supera a lealdade. Vem de uma incompetência de ser diferente. Amar para valer, para dar torcicolo. Não encontrar uma desculpa ou um pretexto para se adaptar, para fugir, para não nadar até o começo do corpo. Não usar atenuantes como 'estou confuso' ou 'não estou pronto'. Não se diminuir com a insegurança, mas se aumentar com a insegurança. Não se retrair perante os pais. Não desmarcar um amor pela amizade. Amar como se não houvesse tempo de amar. Amar esquisito, de lado, ainda amar. Amar atrasado, com a respiração antecipando o beijo. Amar com fúria, com o recalque de não ter sido assim antes. Amar decidido, obcecado, como quem troca de identidade e parte a um longo exílio. Amar como quem volta de um longo exílio."


Fábio Carpinejar
“Vamos deixar para sofrer pelo que é realmente trágico, e não por aquilo que é apenas um incômodo, senão fica impraticável atravessar os dias.”



É.

18 de setembro de 2010

- Tu tá feliz?
- Porque?
- Curiosidade. Mas, responde, tu tá feliz?
- Tô, claro que tô feliz. Porque não estaria?
- Tu não é feliz.
- Porque tá dizendo isso? Não sou uma das pessoas mais alegres que tu conhece?
- Tu sempre sorri. Sempre tem uma canção na ponta da língua.
- Então, sou contente...
- Verdade. Ri de tudo. Mas, quando acha que não está sendo observada fica pensativa.
- Eu penso demais. Isso não significa nada. Eu sou feliz e ponto final.
- É. Até pode ser. Mas, são seus olhos.
- O que tem eles?
- Seus olhos. Eles não brilham mais.