18 de março de 2010

Put your trust in me
I won't let you down
don't delay the things
That you want right now

Why wait for later?
Hey I don't you want some action
I'm not a waiterI like to
make things happen

14 de janeiro de 2010

O que eu acho de tudo isso?

Eu acho que é blablabla. Mas tem ritmo.

4 de janeiro de 2010

"Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar de remar também."

Caio Fernando Abreu

31 de dezembro de 2009

"Me coloca nos olhos para sentir mais perto. Repito o verbo, minha síntese é o que dá para sentir no dia seguinte também. Me coloca na boca para enxergar por dentro. Meus sentidos são palavras que explodem conforme eu não penso.
Pergunto se está pronto para isso, se está tudo bem ver a coisa acontecer de perto, se dá conta do abraço, se sobrevive depois do beijo, se a minha nuca também enrosca na sua assim como suas costas me agarram. Eu espero uma resposta.
Me coloca no colo para me ver falar baixinho quando as palavras forem altas e te tocarem no rosto. Me olha pertinho, seus olhos podem me fazer só sua, antes mesmo de ser sua. Me faça sua em proximidade.
Idéias arrastando lágrimas que escorrem para o passado. Melhor assim. Eu me despeço das coisas antigas que um dia lavaram os meus pés. Coração purificado, mas forte. Peito aberto, hoje.
Me coloca ao teu lado na sala mais cheia de pessoas. Minha mão na sua na hora do parabéns, do natal, da sua mãe contar uma piada. Eu quero ouvir a raiz do seu íntimo. Não me importo com a delicadeza, com o silêncio de 3 ou 4 instantes de atenção só no jeito de chegar e te ter. Me faça sua com o espírito de penas de anjos e lábios apertando os meus.
Me coloca nas pernas para sentir na pele. Me coloca no ombro para me embriagar de cuidado. Me coloca na altura simples da realidade para me fazer sua em cumplicidade.
Te chamar é abrir as mãos, assim como minhas janelas e portas postas a frente de um outro mundo. Meu sangue aceita tua confissão de pecados e despedidas anteriores. Te chamar é desdobrar-me em interiores para fora. E eu chamo."

27 de dezembro de 2009

03:10
Chove aqui dentro.
Chove lá fora.

25 de dezembro de 2009

Igual a uma tela branca sem fim e eu lá no meio, o tempo todo me dedico a resistir no tempo. Falta o ar que me sobra o medo e meu pedaço inteiro não satisfaz meu recheio. Leio as besteiras que escrevo. Escrevo. E enquanto eu passo o meu passo apertado de um lado pro outro vou buscando alívio neste ato. Deixo-o, assim, por registrado. Porque quero alguém que não vejo há tempos. Mas quero o caminho. E é de querer quem quer que seja que não vejo nada além. Estou perdida em frases. Nesta estrada estreita. Entre uma lua torta e outra cheia.

22 de dezembro de 2009

Tem dias em que não existe álcool no meu próprio sangue, nem boa intenção alheia, que desvencilhe meus comentários de um tom desagradável e mau. E ainda que eu tenha sinceramente em mente o fato certo de que tais dias, e seus comentários maus, não correspondam à minha verdade interna, o mais natural é que todos pensem que finalmente lhes revelo parte da pessoa que eu realmente sou.
Assim como o aquecimento global sinaliza catástrofes inevitáveis para um futuro próximo, prevejo que, pela rabugice da minha boca grande, muito brevemente, eu estarei completamente sozinha.